quarta-feira, março 19, 2008


Olá. Meu nome é Diego e eu estou há 4 dias sem comer no Outback. Minhas mãos estão tremendo, eu estou assobiando Land Down Under, mas ainda consigo controlar, embora não saiba até quando.

Esse é um dos meus poucos vícios: café, cigarros e Outback. Não, eu não sou patrocinado pelo Outback... quem me dera. (inclusive, você empresário de visão, já pensou em ter uma boa crítica sobre sua empresa aqui? Entre em contato com nosso departamento comercial agora! Os 10 primeiros ganham também ofensas gratuitas ao seu concorrente!)

O fato é que deve ter algo extremamente viciante no tempero deles. Ou na combinação de um prato específico com uma bebida específica, assim como já foi relatado antes as relações entre a caninha e o bolovo. O que eu sei é que qualquer menor menção a Austrália me deixa salivando: Crocodilo Dundee, Land Down Under, Vegemite, Rugby... Até Sidney Magal já está começando a parecer legal.

Fazendo um adendo para fatos rápidos sobre etimologia: A palavra Koala, em idioma aborígene significa "Aquele que não bebe". Provavelmente os inglêses conheceram os Coalas depois dos Cangurus já que, segundo a lenda, a palavra Kanguru em idioma aborígene significa algo próximo de "Não estou entendendo nada do que esse gringo de saias está dizendo".

Ainda na lista de adendos, a foto ilustrativa mostra um pote de Vegemite. O produto, citado dois parágrafos atrás é uma comida tipicamente australiana, um extrato de Yeast (um fungo, ao que me consta). Lembra da geléia de mocotó Imbasa? Imagine misturada com margarina. Delícia, não?

Voltamos agora a nossa programação normal...

Do começo do texto até esse presente momento já tive cinco ataques de tremedeira, três mudanças de humor sem motivo aparente e tentei trocar meu celular por um prato de Ribs On Barbie.

Tendo em vista a gravidade da situação, estou fundando o COA: Compulsivos por Outback Anônimos.

Slogan Estúpido #1: COA nossa ajuda, você sai dessa!
Slogan Estúpido #2: O COA quer a sua CIA!
Slogan Estúpido #3: Entre para o COA e saia do Vigilantes do Peso!

Nossas reuniões serão todos os sábados, entre 21:00 e 22:00 no Shopping Anália Franco ou no Shopping Eldorado. Já temos mesas reservadas na ala de não fumantes. Por falar nisso, tá afim de ir no Outback hoje?

quarta-feira, março 12, 2008

Deus criou o homem. O homem criou o cartão de débito. No começo tinha dado certo e todo mundo achou que isso era legal, tanto a primeira criação como a segunda. Aí a primeira criatura decidiu tarifar pela segunda e a primeira criatura, em resposta, decidiu limitar produtos e valores vendidos com a segunda coisa.

Resultado: mesmo tendo cartões de débito, pessoas normais, como eu e você, ainda precisamos recorrer ao vil metal para pagar passagens de metrô e maços de cigarro. A primeira não é nem tanto problema: gaste mais de 35 reais e eles passam no débito, sem frescura. Já os velhos bastonetes nicotinosos...

Nem pergunto mais se "passa no débito" ou não. Dirijo-me a um TAA (ou traduzindo do bancariês: caixa eletrônico) para pegar o dito dinheiro. Seria mais prático se eu pudesse sacar no caixa em notas de 10, 20, 50, 100 ou Marlboro, afinal ele já foi até popular como moeda de troca no sistema carcerário.

Problema 1 - Fila: Não sei o que atrai tantas pessoas ao caixa eletrônico. Acho que são os botões grandes e telas coloridas, que nos atraem desde pequenos. O fato é que tem fila e é grande, e não precisa nem ser um banco muito popular: acho que se banco de esperma tivesse caixa eletrônico, teria fila. Devaneando rapidamente, qual seria a transação mais comum: saque ou depósito?

Problema 2 - Mau uso: E não é só as depredações comuns. Gente que esquece a primeira senha, gente que esquece a segunda senha, gente que esquece a primeira e a segunda senha, gente que tenta sacar um valor maior que o que tem em conta, gente que tira o cartão quando a máquina não mandou tirar, gente que coloca o cartão quando a máquina não mandou colocar, gente que põe o cartão quando a máquina mandou tirar...

(Falando em depredação, porque não temos aqueles papeizinhos de "serviços do prazer" em caixas eletrônicos? Tem nos orelhões, sob a alegação de que as pessoas os usam para ligar para elas. Por quê não nos caixas, já que as pessoas estão com o dinheiro na mão? "Vamos lá: 200 pras contas, 100 pras compras... sobra 100. Acho que vou ligar para a Ninfeta 21 Mignon".)

Problema 3 - Falta de consideração com Deus e todo mundo: Colocar crédito no celular pelo é a operação mais lenta que pode ser feita em um caixa eletrônico, considerando o uso correto do sistema. Mas, como a pessoa teve que esperar todo mundo fazer suas coisas, vai querer fazer tudo que tem direito, inclusive votar na pesquisa de satisfação.

Tirando sacar, depositar e meia dúzia de tarefas toscas, as outras coisas podem (e deveriam) ser feitas pela Internet. Precisa de extrato dos últimos três meses, tá lá. Precisa saber qual o seu limite de compras no cartão de crédito, com dois ou três cliques.Está ouvindo um murmurinho de fundo? Ah, é o pessoal alegando que a Internet não é segura para essas coisas. Pois então pare de abrir (e repassar) aqueles "Power Points" toscos e aqueles emails de pornografia, coloque um anti-virus decente e rode ele uma vez por semana. Pronto! Ambiente seguro para transações bancárias!

Ainda tem medo? Use o telefone! É mais seguro que ir ao banco. "Ah, mas podem ter grampeado meu telefone". Será que se seu telefone estiver grampeado, a fatura do seu cartão é a maior das suas preocupações?

Uma árvore gera 41 quilos de papel. Supondo que cada extrato pese 50 gramas em CNPT, um caixa eletrônico derruba, só de papeizinhos amarelos, pelo menos uma árvore por dia.E ainda tem o fato de que esse tipo de pessoa prejudica pessoas como eu: doidas para fumar e que tem que esperar mais quinze minutos sem nicotina na fila de um caixa.

quinta-feira, março 06, 2008

Ultimamente as pessoas tem perguntado bastante pra mim onde compro minhas camisetas. Longe de mim criar uma tendência: camisetas "I'm with a stupid" já existem desde a época que meu conceito de moda era babador e fraldas.

A camiseta do dia é azul, estampada em branco "THE BOOK IS ON THE TABLE", uma estampa velhinha da Banca de Camisetas. O interessante é que The Book Is On The Table não é só uma frase, é um estilo de vida. TBIOTT (forma abreviada para The Book Is On The Table) é um mantra: é o básico pelo básico, é o mal feito, o feito em casa, é o embromation...

Até o próprio idioma inglês tem seus momentos TBIOTT. Por exemplo, escada rolante: escalator. Não dá pra imaginar o seu Creison declamando "I go lá in simia by the escalator"? Isso sem entrar na lista de cognatos que a Tia Cotinha passava na lousa. If the escalator is broken, i go by elevator.

As pessoas não acreditam em mim quando eu digo que engenheiros, cientistas, pessoas de exatas em geral, são péssimas para nomes. Um dos campos do questionário de registro de nome dos filhos deveria ser alguma questão de matemática ou de física. Se respondesse certo ou pelo menos próximo, teria que escolher o nome de uma lista. Evitaria constrangementos na infância da criança:

- Carlos Alberto?
- Presente!
- Carlos Eduardo?
- Presente!
- Danilo Rodrigues?
- Aqui!
- Einstein Da Vinci?
- ...
- Onde está o Einstein?

Provavelmente se revirando no túmulo. Sobrenomes de celebridades utilizados como nomes são mais comuns do que imaginamos. Imagine encontrar com alguém na rua e ele se apresentar como "Olá, eu sou o Monroe" ou ainda "Prazer, Kafka".