segunda-feira, julho 28, 2008
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando. Estou só pedindo a contribuição de R$ 400,00 de cada um de vocês para poder me dedicar a esse blog com mais intensidade. Acho melhor pedir do que vender pixels (alguém se lembra da Million Dollars Page?).
Falando sério pessoal. Assim que eu der uma desafogada volto a escrever. Existem vários fatos bizarros por aí e é melhor uma piada velha do que nenhuma.
E não reclamem: estou escrevendo numa segunda e o dia de posts é quarta.
Escolha a opção desejada:
[ ]Beijos [ ]Abraços
Diego Bellangero
quarta-feira, junho 25, 2008
- Os políticos são uns palhaços;
- Os serviços são uma piada;
- Minha conta bancária é de dar risada;
- Eu sou um bobo;
Com todos esses motivos para rir eu ligo minha televisão, afinal eu preciso me martirizar para equilibrar a balança alegria/tristeza. Mas sempre tem um cara que teve uma idéia brilhante. Pergunto eu, do alto de minha ignorância:
- O que uma garota de uns dez anos faz com uma mancha de chá preto no vestidinho de princesa?
- Se tirarmos o Dollinho dos comerciais e colocarmos numa viagem de ácido, podemos chamar de uma bad trip?
- Quem escolheu as garotas Dolly?
- Não é pior usarmos a cor azul para testes de absorventes? Ou, pior ainda, suco de laranja?
- Por quê não vender iogurte pelo seu sabor inigualável, ao invés de anunciar suas propriedades laxativas?
- Por quê fuzilamento em praça pública não pode ser aplicado para maus publicitários?
Mas acho que pior ainda são aqueles merchandisings que são feitos em novelas. Eles esperam que a gente acredite que aquele close no produto é acidental? E quem fala "ah, mas o meu macarrão não seria o mesmo sem esse molho fantástico, que já vem prontinho e é só despejar na panela" para o cachorro?
Alguns tipos de marketing simplesmente não fazem nenhum sentido. Eu gostaria, uma vez na vida, de ver um comercial de raticida da mesma maneira que são feitos os comerciais de cerveja...
quarta-feira, junho 18, 2008
Steve Jobs surtou de vez (de novo... ele já foi afastado da Apple na década de 80 porque a diretoria achou que ele estava ficando louco, literalmente):Vocês devem ter visto na imprensa por aí que o IPhone vai chegar aqui no Brasil. Não tinha reparado que ninguém ainda tinha ele e que aquilo que eles estão vendendo na Santa Ifigênia deve ser algum tipo de peso de papel preto com touchscreen.
Para os de fora de São Paulo, se você precisa comprar contr... aparelhos eletrônicos, é lá que você vai, depois que o Stand Center, outro lugar que vendia contr... aparelhos eletrônicos fechou, por vender contr... ah, aqui eu posso falar: contrabando...Bom, acho que não avisaram o Steve Jobs que já temos IPhones aqui por algo perto de 200 dólares mais os impostos (o valor do imposto está embutido, não quer dizer que ele esteja sendo pago). Mas agora é oficial, segundo a Apple, foi estabelecido que o celular deverá custar não muito mais do que custa nos Estados Unidos...
Ha-ha-haVocê acredita mesmo que isso vai acontecer né? Vou pedir o meu agora pro Papai-Noel... como eu não me comportei bem, ele não vai vir do mesmo jeito.
Vamos a um exemplo prático:
No lançamento do Playstation 3 aqui no Brasil, um blog (que não me recordo qual... se alguém puder citar a fonte, fico grato) fez as contas que comprar o Vídeo-Game no site das Americanas custava o mesmo que nos Estados Unidos: se você fosse e voltasse de avião para lá, comprasse com nota fiscal e se hospedasse por dois dias no centro de Nova Iorque. Pois bem, passados quase um ano ele agora custa a bagatela de 3800 reais, nesse mesmo site. Ou seja, pagamos aqui o equivalente a 2400 dólares por algo que, no KMart, custa 400 dólares. Detalhe: o das americanas é o de 20 giga e o do KMart o de 40.
O que faz com que um produto tenha seu preço 6X maior que o importado?
A) Um funcionário é contratado para ir buscar lá e trazer seu brinquedinho no colo, pra não acontecer nada com ele;
B) Os compradores não falam inglês, então essa diferença de 2000 dólares é o tempo que ficam esperando na linha telefônica para vir um atendente que fale em espanhol;
C) O acolchoamento para seu produto vir para cá foi feito pela Dolce Gabanna;
D) Eles mandam os Vídeo-Games para cá usando mísseis Ar-Terra e de cada seis que eles mandam, apenas um chega em condições de ser vendido: os outros viram móbiles futuristas vendidos por 10 reais para ajudar crianças carentes;
E) Tem alguém querendo ganhar muito dinheiro nas suas costas;
Antes de caírem no conto do vigário de que existem custos extras que eles não pagam lá, vamos aos fatos:
- O imposto de importação, pela maior alíquota, é de 60%. Mesmo que se acresça outros impostos, não chegam a 100%;
- Se você mandar trazer um só de lá pra cá, pela Fed Ex, o valor do frete não chega a 100 Dólares, o que dá uns 170 Reais. Se mandar trazer 100, o valor vai ser menor do que 170 vezes 100, com certeza;
- Contrabandistas lucram muito (devem ter uma margem de, pelo menos, 50%). E eles vendem por R$ 1700,00. Onde estão os outros R$ 2200,00?
Existe uma coisa na economia chamado Índice Big Mac, citado inclusive pelo Steve Jobs. Funciona da seguinte maneira: Big Mac é uma moeda de conversão entre moedas. Portanto, se um Big Mac custa um Dólar nos Estados Unidos e um Euro na Alemanha, um Dólar vale um Euro. Se fosse criado o índice Playstation 3 nas Americanas, um Real equivaleria a 17 centavos de Dólar. No câmbio comercial, a relação é 1 Real para 0,59 Dólar.
Não duvido nada que esse celular de US$ 200,00 chegue aqui, no mínimo por US$ 1100,00. Para sair pelo valor mínimo, você terá que contratar por no mínimo três anos um pacote de 1000 minutos. Logo que foi lançado o V3, enquanto esse era vendido aqui por mais de 1500 Reais, a Singular Mobile dava ele de graça nos Estados Unidos, se você fizesse qualquer contrato de fidelidade, por valores irrisórios. Nosso pãozinho aumenta quando falta trigo mas não barateia quando abaixa. Não se deixem enganar e espero que eu pague minha língua, mas duvido.
quinta-feira, junho 12, 2008
Seu pai e sua mãe fizeram sexo. Pelo menos uma vez. Dizer que você foi adotado só muda o foco da questão: você é fruto do bom e velho "in and out" como diria Alex. Seu aniversário, na verdade, celebra aquele vinho a mais que seu pai tomou ou aquela lingerie sexy que sua mãe decidiu estrear. É isso que estamos celebrando: sexo!
Sei lá, acho que curti escrever textos sobre a vida sexual das pessoas (vou mandar um currículo para a editora de Sabrina).
O mais espantoso é a quantidade de pessoas que fazem aniversário entre fim de Março e começo de Abril. Perdi as contas de quantos amigos apagaram as velinhas nesse meio-tempo, mas acho que já passaram de 15. Para vocês, aniversariantes do signo de Áries, deixo uma questão de presente: por quê diabos seus pais decidiram fazer sexo nos meses de Junho/Julho? Qual a relação entre as festas juninas e fornicação? O amendoim da paçoca?
Afinal, será que é por isso que a paçoca chama Amor? Imagine as peças publicitárias que isso gera:
*Espaço aberto para devaneio de marketing*
Sujeito coloca a paçoca na boca. Chega na guria e, bem pertinho, diz:
- Princesa...
A garota lambe os lábios, demonstrando desejo e lambendo os farelos grudados no rosto depois da chuva de paçoca e diz.
- Hum... é Amor...
Fecha com a música do Zezé de Camargo e Luciano.
*Voltando às vacas magras*
O mais estranho é que eles decidiram fazer isso exatamente no momento mais difícil: quando você estava de férias. Pense só como as coisas fazem sentido agora. Você queria ficar até tarde, jogando videogame, e eles insistiam para você ir pra cama. Você chorava, fazia birra. Imagine alguém fazendo isso quando tudo que você queria era dar uma com a patroa. Se tivesse simulado uma dor de barriga, talvez hoje fosse filho único.
Tem também o lance do dia dos namorados. Acho que hoje, tirando o dia da secretária, é o maior índice de lotação dos motéis. Pense bem então antes de dar um espartilho para a amada. Ontem me peguei folheando o catálogo do Polishop. Caso ainda não tenha decidido onde gastar seu suado dinheiro com o amor da sua vida (até o momento), um apanhado de sugestões que você pode adotar:
- Só de produtos com a foto do George Foreman tem duas páginas. Tem coisa mais romântica do que dar um Grill com a foto de um boxeador desengonçado? E pense na economia: se você levar uns bifes de alcatra, pode fazer ao mesmo tempo o presente e o jantar, além de ganhar de lambuja a realização da sua tara "nove semanas e meia de amor": comer um hambúrguer sobre o umbigo de sua amada!
- Quer criar uma cena romântica (ou fazer um fetiche meio sado-maso): compre as velas com led da Phillips. Sim, eles criaram uma vela com leds dentro (um só, na verdade) em que a cera muda de cor. É o ápice do marketing, até porque eles conseguiram vender velas por R$ 100,00 a unidade;
- Mais um no ramo das fantasias sexuais: dê ao seu fofucho uma furadeira. Com pequenas adaptações em um consolo, imagine as possibilidades!
- Sexo dentro da água é algo praticamente impossível. Por quê não sobre a água, com a incrível cama inflável? Imagine a sensação daquele plástico grudando no seu corpo! E no final, basta virar a cama do avesso na piscina e está tudo arrumado! Eca...
Bill Clinton, com certeza, não dará a vaga de candidata a presidente para a Hillary. Hillary Clinton, com certeza, não dará charutos ao Bill. Será que vai rolar aquela cena bonitinha de "mão no vidro" no dia do casal Nardoni?
quarta-feira, junho 11, 2008
Nós somos frutos do nosso meio. E ser fruto dos anos 80 faz com que toda a nostalgia seja meio estranha. Nós nascemos em uma época onde o conceito de "politicamente incorreto" era ser pró-militarismo e só: fumar era legal (a indústria de doces e de canetinhas se aproveitou muito disso), o mais próximo de cancerígeno que algo podia ser era ser fabricado entre 21/6 e 21/7, ecologia era no máximo o estudo que o som faz quando você está num ambiente vazio. Pois é: esse é mais um daqueles posts que assassina o português. Mas, é claro, eu cresci ouvindo o Mussum falar "cacildis".
Nos anos 80 nossas provas eram rodadas em mimeógrafos, ou seja, quando a gente terminava tinha que baixar a cabeça e ficar baforando o etanol que exalava do papel. As provas eram preenchidas com lápis que tinham a tabuada impressa neles (nos incentivando à cola) e borrachas Faber-Castel (que hoje não são mais fabricadas pore serem cancerígenas). Nosso lanche era uma ode à má alimentação: comíamos tanto açúcar e gordura trans que me espanta não sermos todos verdes com quatro braços.
Isso sem contar o nosso cancioneiro popular infantil, muito bem lembrado por Lu, a única pastora de ovelhas que eu conheci nesse planeta. Vamos a alguns exemplos porque todo post meu tem citação:
- Atirei o pau no gato pregava maltrato aos animais. Você atira o pau no gato pra quê? Pra ver ele berrar (sem pensamentos zoofílicos, por favor)? E quem diabos é a dona Xica? Dona do gato? Xica da Silva? E é dona Xica ou dona Xi Caca?
- Dorme neném que a cuca vem pegar: Bem reconfortante essa né? "Olha filinho, deita no seu berço que um jacaré com cabelo laranja tá vindo, tudo bem? Se ele chegar me avisa que o Saci tá esperando ele";
- Boi da cara preta é outra que deixa as crianças bem sossegadas. Algo do tipo tribunal de crianças, que nem acontece no Texas. "Você Joãozinho, está sentenciado a morar para o resto da vida com o Boi da Cara Preta, doravante chamado de Boi, por caretofobia". Pelo menos nos Estados Unidos a constituição não permite penas incomuns como essa;
- Ciranda cirandinha quase foge. Pegue os versos finais: "o anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou". Fato 1: puta Maria Gasolina, não? Ah, o fato dos dois versos serem ditos em seqüência não implica em fatos relacionados? Troquemos então os versos para "Presidente fez merda e a Petrobrás ele entregou. O gás agora é pouco e o preço aumentou" (Olha só! Eu posso fazer cantigas infantis políticas! Com rimas!). Fato 2: escreve uma letra de música hoje com as palavras "me tinha" sem ser sertanejo ou funk carioca e dê para uma criança cantar;
Repare que não entramos no repertório da Xuxa, Angélica, Mara Maravilha, Sérgio Mallandro e por aí vai... senão vocês iriam ver o que é realmente ser exposto a material perigoso.
Decadazinha estranha essa: Michael Jackson não era cinza, as pessoas achavam os cabelos da Cher bonitos, uma das mulheres mais bonitas do Brasil era um homem e nosso conceito de moda era laranja fluorescente e verde-limão. Deus estava numa trip de ácido? Os acontecimentos dos anos de 80 a 89 foi escrito pelos roteiristas de Bozo, o palhaço? Por quê diabos eu tinha um ioiô que acendia do lado?
As crianças de hoje não sabem o que perderam.
quarta-feira, junho 04, 2008
Eu tô falando sério...
Existem só duas coisas piores pra mim:
- Perguntarem "seu computador está conectado a Internet?". Nossa! Eu preciso estar conectado na Internet pra baixar meus emails? Trabalhando com desenvolvimento e suporte você percebe, pelo jeito que o manceb... - ops, usuário - fala "alô", se ele entende alguma coisa ou se é zerado. Por quê não perguntar primeiro se o computador tá ligado? Ou se eu tenho um computador para acessar o email? Ou se eu não estou tentando no eletroeletrônico errado, como a TV ou o microondas?
Ei, eu quero ver meus emails na minha máquina de lavar... algum
problema com isso?
Mas isso é culpa dos tempos modernos. Antes de 1996 eu nem sabia o que era um email: indo mais além, há 20 anos atrás empresas faziam negócios, terroristas explodiam prédios, piadas eram contadas, pornografia era distribuída e, tudo isso, sem o dito correio eletrônico. Basicamente ele serve só pra isso.
Mas hoje eu simplesmente não posso pedir que a pessoa espere dois dias para receber um CD. Ela tem que baixar o software na mesma hora. Depois ela vai experimentar por um mês, enrolar por mais um para, aí sim, decidir que é caro... mas enfim: o email é hoje para o homem como o apêndice era para o homem das cavernas: deve ter servido pra alguma coisa além de guardar lixo, mas ninguém sabe.
Mas então eu acho que a gente tem que dar um passo a diante nesse nosso relacionamento com o email. Já terminamos relacionamentos por ele, e isso é um ponto bom... como se tem tempo pra pensar, as brigas ficam mais parecidas com aquelas de filme, onde todo mundo sempre tem a frase perfeita e a quantidade de "vai se foder" é bem menor. Que tal expandirmos os horizontes? Abaixo tem alguns modelos prontos que você pode usar em situações do dia-a-dia.
Boa tarde Fulano.
Gostaria de solicitar que o senhor esvaziasse os seus pertences pessoais de sua mesa. As caixas de papelão já se encontram no almoxarifado sob o nome de "embalagens da demissão do Fulano". Nada pessoal, apenas uma questão de contenção de despesas.
Atenciosamente,
Fulano2
Gerente de RH
fulano2@empresa.com.brP.S.: Agora que você não é mais funcionário, caralho: sua mulher é gostosa!
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Olá,
Escrevo esse email pois nos foi informado pelo hospital XYZ que você possui um parente internado. Desejamos aqui nossos sinceros votos de melhora!
Mas, caso isso não aconteça, saiba que pode contar com nossos serviços funerários, especializados e qualificados! Em caso de reserva antecipada, o morto ganha inteiramente grátis uma coroa de flores!
Ligue agora para: (55) 5555-5555 e informe o código a1b2c3d4.
Mais uma vez, nossos sinceros pêsames, ou desejos de recuperação.
Fulano 3
Agência Funerária Nosso Senhor - Não ressuscitamos, mas fazemos milagres
fulano3@nossosenhor.com.br-------------------------------------------------------------------------------
Fala tru, firmeza?
Eu podia tá matando, eu podia tá roubando... mas tô aqui ó, na humildade, pra pedir uma ajuda pro senhor...
Num sô nem do crime nem do creme, se quisesse podia colar o berro na sua cara e fazer pá, pá... podia botar um vírus que bota fogo no seu computador e tal: só quero um trocado pra comprar um lanche, tá certo?
Aceitamos Pay Pal e Mastercard. Infelizmente não estamos trabalhando com Visa no momento...
Fica na paz irmão,
Mano Fulano4
quarta-feira, maio 28, 2008
Lendo o jornal esses dias, uma notícia que vai mudar minha vida: o governo federal lançou ontem sua nova série de figurinhas para maços de cigarro. É sempre bacana quando alguém te dá mais opções de escolha, não é mesmo? Agora se não quiser o cigarro brocha você pode pegar a cabeça furada ou o peito aberto. Só espero que eles não tirem a do pulmão, minha favorita, que parece um abacate podre, com o caroço saindo.
O que mais me espanta é a capacidade deles em chocar: tem uma foto com uma garotinha tapando o nariz porque a mãe está servindo a comida dela do lado de um cinzeiro. Meu Deus! Façam alguma coisa! Ela pode se enganar e comer as bitucas!
Fico pensando se essas imagens realmente surtem efeito: já vi gente trocar o maço ou deixar com a figura para baixo, mas nunca ouvi um "Parei de fumar por causa da foto da baratinha" ou "Me ofereceram um cigarro, mas como era o do infarto eu decidi não começar a fumar". Se funciona, outras causas poderiam adotar essa estratégia:
- Embalagens de cerveja poderiam ter pessoas que sofreram acidentes de carro por excesso de álcool;
- Fogos de artifício deveriam ter imagens de cabeças estouradas com os dizeres: isso é o que acontece quando você aponta o rojão para sua cabeça;
- O Vaticano deveira obrigar que camisinhas tivessem a foto de uma criança muito, mas muito feia com os dizeres "Esse pode ser o seu filho se você comer essa baranga. Celibato: pratique";
- Esse blog poderia ter uma foto do Booji Boy apontando para você e dizendo "Esse site provoca De-Evolução"... hum...;
O ministério podia fazer um cardgame chamado Tabaco e usar essas figurinhas. De quebra as indústrias de tabaco atingiriam as crianças também! Começo um manifesto então: quero marca de cigarros com algum membro da Vila Sésamo
quarta-feira, abril 02, 2008
Você que é do interior, venha para São Paulo e conheça a fantástica sensação que é andar de metrô nos horários de pico! Você irá descobrir que a lei da Impenetrabilidade da matéria é uma lei que vigora tanto quanto a lei do direito autoral.
Bom, de qualquer forma, Metrô não é Metrô sem Metrô News (um jornaleco distribuído gratuitamente em algumas estações). E Metrô News não é Metrô News sem a seção de classificados. 50% dos anuncios desse jornal são serviços prestados por "moças de família". Um prato cheio para o ex-prefeito Eliot Spitzer. É a parte mais divertida do jornal. Deviam tirar as palavras cruzadas e oferecer anuncios de página inteira, até porquê decifrar os códigos já devia contar como um daqueles passatempos de criptograma. Deviam até fazer promoções do tipo "seja o prim. a decrifrar o cód. e ganhe 1 o. gostoso".
Moças de família e pessoal Amish (como um Amish conseguiria ler esse blog? Será que existe algum tipo de serviço de transcrição da Internet para Amish? Algo do tipo escrever com pena e papiro o conteúdo da página inicial do UOL e a pessoa te manda de volta esse papel com um furo no link que ela quer clicar?), ainda está em tempo de parar de ler esse post. Daqui pra frente é só baixo calão.
Quando se decifra os códigos, a coisa fica mais divertida, como alguns casos mostrados abaixo, para o seu deleite, com os nomes e telefones devidamente preservados, pois não estou sendo pago para fazer propaganda (já disse que você, empresário de sucesso, pode ter uma excelente crítica nesse site mediante um módico pagamento? No momento não estamos trabalhando com instituições religiosas pois estou cansado do “Deus lhe pague” e nada do Velho Barbudo desembolsar a grana):
Disk Sexo: gemidos sussuros informação grátis. - Por favor, qual o ônibus que eu pego para descer no Largo da Batata? - Ui! Como você pergunta gostoso... Pega o Valo Velho na volta... Isso! Pega! Yes!
GRÁVIDINHA loirinha 20a (...) Não precisa ir além da primeira palavra pra citar esse. Nem vamos discutir o fetiche: num mundo como os classificados, onde acentuação e pontuação é luxo, esse é um dos poucos que eu lembro de ver acentuado... quem dera gravidinha tivesse acento.
NOME DA FULANA alemã show lindos pés (...) Lindos pés? Tá certo, conforme citado acima, tara é tara. Mas será que a moça não tinha nenhum outro atributo? Sei lá, um belo corpo, um papo bacana... podia ser até algo do tipo “livre de DST desde 1986”, ou então “alemã show hálito fresco”. Fico imaginando isso numa entrevista de empregos: - Quais são suas qualificações para a vaga? - Ah, eu tenho lindos pés...
NOME DA FULANA 2 (...) Bjo grego Eu recebi uma explicação sobre o termo mas eu prefiro acreditar que não é verdade...
CHILENA (...) frances completo Francês completo. Essa daqui tomaria a vaga de emprego da mulher dos “lindos pés”, afinal ela tem francês completo. Gemidos poliglotas?
HERMAFRODITA morenaça rara c/ 2 opções ardentes (...) Essa frase deveria ser usada em livros de português como exemplo de eufemismo...
NOME DA FULANA 3 LOIRINHA – anl. girat. (...) Estou tentando imaginar a execução do ato até agora... é feito em cima de uma cadeira giratória? Naqueles brinquedos de parque infantil? Na xícara maluca?
NOME DA FULANA 4 (...) meu marido é caminhoneiro ta na estrada (...) Hum... será que dá desconto no carreto?
NOME DA FULANA 5 e NOME DA FULANA 6 – (...) c/ acessórios (...) Eu entendi o que são os acessórios mas não consigo deixar de imaginar as fulanas com o segundo retrovisor, spoiler traseiro e rodas de liga...
Conforme já disse aqui em um post anterior, temos nossos telefones públicos com adesivos de garotas de família, nessa mesma linha. Fico imaginando as freirinhas do Arquidiocesano usando o orelhão para chamar o serviço de reparos da telefônica. Será que elas usam o aparelho como "checklist de almas a salvar"?
É uma fórma de mídia bem comum por aqui. Uma mídia alternativa mas que é utilizada apenas pelos segmentos alternativos, como pais de santo, garotas de programa e agiotas. É um desperdício: advogados poderiam colar adesivos de divulgação no telefone público da delegacia. Agências funerárias poderiam colocar em telefones de hospitais. Clínicas de aborto perto dos testes de gravidez. Como digo ao Júlio, o mundo perdeu um grande publicitário.
quarta-feira, março 19, 2008
Esse é um dos meus poucos vícios: café, cigarros e Outback. Não, eu não sou patrocinado pelo Outback... quem me dera. (inclusive, você empresário de visão, já pensou em ter uma boa crítica sobre sua empresa aqui? Entre em contato com nosso departamento comercial agora! Os 10 primeiros ganham também ofensas gratuitas ao seu concorrente!)
O fato é que deve ter algo extremamente viciante no tempero deles. Ou na combinação de um prato específico com uma bebida específica, assim como já foi relatado antes as relações entre a caninha e o bolovo. O que eu sei é que qualquer menor menção a Austrália me deixa salivando: Crocodilo Dundee, Land Down Under, Vegemite, Rugby... Até Sidney Magal já está começando a parecer legal.
Fazendo um adendo para fatos rápidos sobre etimologia: A palavra Koala, em idioma aborígene significa "Aquele que não bebe". Provavelmente os inglêses conheceram os Coalas depois dos Cangurus já que, segundo a lenda, a palavra Kanguru em idioma aborígene significa algo próximo de "Não estou entendendo nada do que esse gringo de saias está dizendo".
Ainda na lista de adendos, a foto ilustrativa mostra um pote de Vegemite. O produto, citado dois parágrafos atrás é uma comida tipicamente australiana, um extrato de Yeast (um fungo, ao que me consta). Lembra da geléia de mocotó Imbasa? Imagine misturada com margarina. Delícia, não?
Voltamos agora a nossa programação normal...
Do começo do texto até esse presente momento já tive cinco ataques de tremedeira, três mudanças de humor sem motivo aparente e tentei trocar meu celular por um prato de Ribs On Barbie.
Tendo em vista a gravidade da situação, estou fundando o COA: Compulsivos por Outback Anônimos.
Slogan Estúpido #1: COA nossa ajuda, você sai dessa!
Slogan Estúpido #2: O COA quer a sua CIA!
Slogan Estúpido #3: Entre para o COA e saia do Vigilantes do Peso!
Nossas reuniões serão todos os sábados, entre 21:00 e 22:00 no Shopping Anália Franco ou no Shopping Eldorado. Já temos mesas reservadas na ala de não fumantes. Por falar nisso, tá afim de ir no Outback hoje?
quarta-feira, março 12, 2008
Resultado: mesmo tendo cartões de débito, pessoas normais, como eu e você, ainda precisamos recorrer ao vil metal para pagar passagens de metrô e maços de cigarro. A primeira não é nem tanto problema: gaste mais de 35 reais e eles passam no débito, sem frescura. Já os velhos bastonetes nicotinosos...
Nem pergunto mais se "passa no débito" ou não. Dirijo-me a um TAA (ou traduzindo do bancariês: caixa eletrônico) para pegar o dito dinheiro. Seria mais prático se eu pudesse sacar no caixa em notas de 10, 20, 50, 100 ou Marlboro, afinal ele já foi até popular como moeda de troca no sistema carcerário.
Problema 1 - Fila: Não sei o que atrai tantas pessoas ao caixa eletrônico. Acho que são os botões grandes e telas coloridas, que nos atraem desde pequenos. O fato é que tem fila e é grande, e não precisa nem ser um banco muito popular: acho que se banco de esperma tivesse caixa eletrônico, teria fila. Devaneando rapidamente, qual seria a transação mais comum: saque ou depósito?
Problema 2 - Mau uso: E não é só as depredações comuns. Gente que esquece a primeira senha, gente que esquece a segunda senha, gente que esquece a primeira e a segunda senha, gente que tenta sacar um valor maior que o que tem em conta, gente que tira o cartão quando a máquina não mandou tirar, gente que coloca o cartão quando a máquina não mandou colocar, gente que põe o cartão quando a máquina mandou tirar...
(Falando em depredação, porque não temos aqueles papeizinhos de "serviços do prazer" em caixas eletrônicos? Tem nos orelhões, sob a alegação de que as pessoas os usam para ligar para elas. Por quê não nos caixas, já que as pessoas estão com o dinheiro na mão? "Vamos lá: 200 pras contas, 100 pras compras... sobra 100. Acho que vou ligar para a Ninfeta 21 Mignon".)
Problema 3 - Falta de consideração com Deus e todo mundo: Colocar crédito no celular pelo é a operação mais lenta que pode ser feita em um caixa eletrônico, considerando o uso correto do sistema. Mas, como a pessoa teve que esperar todo mundo fazer suas coisas, vai querer fazer tudo que tem direito, inclusive votar na pesquisa de satisfação.
Tirando sacar, depositar e meia dúzia de tarefas toscas, as outras coisas podem (e deveriam) ser feitas pela Internet. Precisa de extrato dos últimos três meses, tá lá. Precisa saber qual o seu limite de compras no cartão de crédito, com dois ou três cliques.Está ouvindo um murmurinho de fundo? Ah, é o pessoal alegando que a Internet não é segura para essas coisas. Pois então pare de abrir (e repassar) aqueles "Power Points" toscos e aqueles emails de pornografia, coloque um anti-virus decente e rode ele uma vez por semana. Pronto! Ambiente seguro para transações bancárias!
Ainda tem medo? Use o telefone! É mais seguro que ir ao banco. "Ah, mas podem ter grampeado meu telefone". Será que se seu telefone estiver grampeado, a fatura do seu cartão é a maior das suas preocupações?
Uma árvore gera 41 quilos de papel. Supondo que cada extrato pese 50 gramas em CNPT, um caixa eletrônico derruba, só de papeizinhos amarelos, pelo menos uma árvore por dia.E ainda tem o fato de que esse tipo de pessoa prejudica pessoas como eu: doidas para fumar e que tem que esperar mais quinze minutos sem nicotina na fila de um caixa.
quinta-feira, março 06, 2008
A camiseta do dia é azul, estampada em branco "THE BOOK IS ON THE TABLE", uma estampa velhinha da Banca de Camisetas. O interessante é que The Book Is On The Table não é só uma frase, é um estilo de vida. TBIOTT (forma abreviada para The Book Is On The Table) é um mantra: é o básico pelo básico, é o mal feito, o feito em casa, é o embromation...
Até o próprio idioma inglês tem seus momentos TBIOTT. Por exemplo, escada rolante: escalator. Não dá pra imaginar o seu Creison declamando "I go lá in simia by the escalator"? Isso sem entrar na lista de cognatos que a Tia Cotinha passava na lousa. If the escalator is broken, i go by elevator.
As pessoas não acreditam em mim quando eu digo que engenheiros, cientistas, pessoas de exatas em geral, são péssimas para nomes. Um dos campos do questionário de registro de nome dos filhos deveria ser alguma questão de matemática ou de física. Se respondesse certo ou pelo menos próximo, teria que escolher o nome de uma lista. Evitaria constrangementos na infância da criança:
- Carlos Alberto?
- Presente!
- Carlos Eduardo?
- Presente!
- Danilo Rodrigues?
- Aqui!
- Einstein Da Vinci?
- ...
- Onde está o Einstein?
Provavelmente se revirando no túmulo. Sobrenomes de celebridades utilizados como nomes são mais comuns do que imaginamos. Imagine encontrar com alguém na rua e ele se apresentar como "Olá, eu sou o Monroe" ou ainda "Prazer, Kafka".

